No Táxi Amarelo

Quem conta: julianacasemiro
Conta mais: em pouco tempo, tudo pode mudar.

Depois de uma conversa linda que me levou às lágrimas, eu tinha que pegar o trem e ir embora de Nova York. O rosto ainda aparentava fragilidade, mas eu precisava urgente de um táxi. Do outro lado da rua, um carro amarelo acendeu o farol e buzinou. Era meu táxi pedindo para esperar.

Passaram muitos vazios antes dele chegar, mas ignorei. Ele chegou, dei as coordenadas e seguimos. Eu estava insegura de fazer tudo sozinha numa cidade nova e carregava certa angústia pelo meu momento pessoal. Hesitei puxar papo, o que é raro, mas ele perguntou de onde eu era e começamos a conversa.

A corrida durou menos de 10 minutos e me distraiu dos sentimentos que me puxavam pra baixo. Ele tem 40 anos e é de Bangladesh. Me soou como alguém genuinamente feliz com a vida e isso contagia, né? De brinde, ganhei um:
– Foi um prazer te conhecer!
…eu que o diga! : )

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