A Mulher e o Fardo

Quem conta: brunomorais
Conta mais: sobre fazer o bem sem olhar a quem.

Era de tarde quando estava sentado em um banco de praça conversando com alguns amigos. No mesmo instante, passou uma mulher empurrando uma bicicleta com um fardo de refrigerante na garupa. Ao virar a esquina, ela acaba deixando o fardo cair. Rapidamente, várias pessoas ao redor foram ajudá-la e, pelo visto, ela ficou muito agradecida.

Logo mais a frente, ela deixa novamente o fardo cair e não havia quase ninguém por perto, então fui ajudar. Por conta da primeira queda, o plástico estava danificado e os refrigerantes estavam em mal estado. Como era perto da casa de um amigo, pedi para que esperasse porque iria resolver o problema dela.

Correndo, fui buscar 4 sacolas. Quando fui entregar a ela, percebi que havia uma outra mulher ao lado. Ao ver meu gesto, ela disse:
– É bom vermos que no mundo de hoje ainda existem pessoas solidárias.
Eu imediatamente fiquei refletindo sobre o que ela disse, enquanto a dona dos refrigerantes os guardava nas sacolas.

Depois de estar tudo certo, eu olhei para ela e disse:
– Não devemos desacreditar na humanidade.

Elas saíram sorrindo e eu fiquei feliz pela boa ação. Poderia ter ficado chateado, mas não fiquei. O prazer que tive de ajudar alguém sem olhar a quem foi tão grande, que, naquele instante, não precisava nem de um obrigado.

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