A Senhora de Muletas

Quem conta: raianalira
Conta mais: para viver o momento, desacelere.

Fui aos Correios, instituição que tenho uma relação de amor e “ódio”. Fui enviar umas cartinhas e postais de amor e, na saída, vinha remoendo o “ódio” por conta de um debate, minutos anteriores na agência, sobre como pode ser frustrante enviar e receber cartas no Brasil. Enfim, fato é que, absorta nos meus julgamentos, atravessei a faixa de pedestre bem rápido.

Chegando do outro lado da rua, notei uma senhora que estava esperando pacientemente que o trânsito parasse para que ela passasse. A faixa de pedestre não tinha sinal e ia requerer um bom tempo de paciência, sobretudo porque ela utilizava duas muletas. Saí do espiral de reclamações mentais sobre os Correios e voltei para o meio da faixa: braços abertos, no melhor estilo guarda de trânsito, para parar os carros e garantir que a senhora passasse.

Ela veio, sorriu, agradeceu e foi. Eu, também grata, saí sorrindo e pensando que nada mais importa do que estar atento ao momento presente e não perder nenhuma oportunidade de parar o trânsito de sentimentos ruins dentro de si.

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