Dona Janete

Quem conta: terezinhaloureiro
Conta mais: a vida imita a arte (ou o contrário?).

Estava esperando meu filho sair do cinema e pedi licença para sentar ao lado de uma bonita senhora. Ela puxou a conversa dizendo que tinha vestido uma blusa e estava sentindo calor naquele momento. Aí, emendamos o papo…

Dona Janete, me contou que estava muito triste porque tinha perdido um familiar muito querido: Brother, um poodle de 14 anos, tinha falecido no dia anterior ao nosso rápido encontro. Muito chorosa, mas bem tranquila, disse que precisou sair de casa para ir ao cinema porque estava com a pressão alta.

Brother, que tinha ido para o céu dos cachorros, deixou um irmão gêmeo (infelizmente, não descobri o nome dele), que era a maior preocupação de Dona Janete.

Com sua voz mansa e suave, lágrimas nos olhos e coração bondoso, disse que tinha perdido o marido há cerca de 10 anos e tinha uma filha e quatro netos. Nesse momento, a filha chegou com sua neta. Dona Janete se despediu e seguiu sua vida, rumo à fantasia de uma tela de cinema.

Espero que ela seja feliz e que a vida lhe proporcione momentos agradáveis. Talvez não a reencontre mais, mas gostaria de agradecê-la e dizer como foi bom aquele papo numa poltrona na sala de espera do cinema!

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