A Queijadinha

Quem conta: julianacasemiro
Conta mais: que mais encontros sejam doces!

Há muitos anos o mesmo cadeirante trabalha num semáforo perto da casa da minha mãe. Ele é super querido, deve ter seus 40 e poucos anos e por toda a vida vendia caixinhas de bala.

Hoje o encontrei na calçada de uma outra rua. Fui conversar com ele, que agora está vendendo queijadinha. Eu prometi que na volta passaria por lá de novo. Quando cheguei, parecia que ele estava me esperando, tamanho o sorriso que me recebeu:
– Oi, meu amor!

O carinho que ele teve comigo, foi o mesmo que teve em escolher as queijadinhas mais bonitas, abrir o saquinho e colocá-las com cuidado.

No tchau, me dei conta que eu o conheço há uns 15 ou 20 anos – e isso é muito tempo! Eu não lembro seu nome, mas lembro que sempre carreguei uma memória feliz dele. Toda vez que cruzamos aquela rua, independente de comprarmos o que vendia ou não, ele sorria.

Eu não sei a origem da sua condição física e ele também nunca se vitimizou por isso. Pelo contrário, sempre seguiu de uma forma muito mais sutil e feliz de ser: doce.

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