Patrícia

Quem conta: julianacasemiro
Conta mais: daqueles encontros que não são por acaso.

Eu tinha acabado de pousar no México e estava na fila da Imigração. O voo chegou mais cedo e estava um pouco ansiosa, porque teria que esperar mais do que o previsto por quem iria me buscar.

Perguntei as horas para a mulher que estava atrás de mim. Só quando ela respondeu que eu pude perceber o quanto ela era bonita. Alta, morena, cabelos compridos. Ela tinha um sorriso leve, mas eu não consegui esconder meu descontentamento com a hora. Ela puxou assunto:
– Voo chegar mais cedo quando você espera por alguém é muita sacanagem!
– Pois é, estou nesse dilema.
– Eu também. É sua primeira vez aqui?
– É, sim. E a sua?
– Segunda.

Ela contou que veio para conhecer a família do ex-namorado, que era mexicano.
– As pessoas aqui são maravilhosas.

Naquela hora, eu torci pra fila seguir bem devagar, porque eu estava encantada com a história dela. Eles se conheceram no Brasil por conta do trabalho e ficaram juntos um bom tempo, até ele ser transferido pro Canadá. Ela teve que ficar em Fortaleza e eles resolveram terminar por sofrerem com a distância.

Ela cortou todas as conexões para não sofrer mais, mas ambos foram muito queridos pelas famílias e a irmã dela mantinha contato pelo Facebook com ele, que escreveu aleatoriamente em outubro. Jurava que ela estava casada, mas a irmã contou a verdade:

– Nos falamos todo dia desde então e acho que estamos namorando. Hahaha
– Hahaha, mas calma! Vocês não se viram ainda?
– Não, menina. Eu falei que vinha pra gente conversar e passar o Ano Novo juntos. Chegou a hora de fazer dar certo.
– Estou na torcida por você!
– E a sua história, qual é?
Contei.

Ela me passou muita força, mesmo sem esconder a insegurança que sentia pelo seu “recomeço”. Seguimos conversando até a esteira de malas. Ela contou coisas lindas do país, os planos da viagem e a expectativa do seu reencontro.

Eu teria que ficar no portão do desembarque, mas ela recebeu mensagem dele sugerindo um ponto de encontro. Falei pra ela não perder tempo. Ela me abraçou e pediu um contato meu:
– Eu preciso saber como vai seguir a sua história!
– Eu também quero muito saber como vai seguir a sua!

Eu estava sem bateria, então passei meu telefone pra ela. Ela virou e me deu um abraço muito apertado! Me desejou coisas bonitas e eu só poderia responder:
Desejo pra você o que desejo pra mim!

Ela nunca me escreveu. Imagino que tenha se permitido viver momentos tão incríveis que tenha esquecido do nosso encontro, talvez.
Eu tive a mesma sorte, mas não esqueci de você, Patrícia!

E continuo aqui, torcendo pra que você sorria sempre! Foi inesquecível e muito importante te conhecer!
Quem sabe a gente se reencontra qualquer dias desses no México. ; )

2 replies to “Patrícia

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