Em SP

Quem conta: julianajacyntho
Conta mais: a solidariedade apareceu no meu caminho numa sexta-feira chuvosa.

Saí do trabalho e fui esperar um táxi. Uma nuvem preta gigante na Marginal Pinheiros, em São Paulo, já se aproximava do prédio onde trabalho e nada de aparecer um carro. Resolvi ir andando pela Berrini para procurar um táxi e, de repente, a chuva apertou!

Como eu, mais algumas meninas se refugiaram numa concessionária de veículos e todas começamos a trocar dicas de aplicativos de táxi e afins para tentar, cada uma, chegar nos respectivos destinos. Conversando com elas sobre a falta de táxi, contei sobre uma vez que eu estava indo em direção ao Morumbi, fim do dia, tudo engarrafado e uma senhora desesperada fez sinal para o meu taxista pedindo para levá-la ao Hospital Albert Einstein, que fica naquele bairro. Ele me perguntou se eu me importava dessa senhora embarcar comigo e eu disse que era claro que ela poderia vir com a gente.

Uma das meninas que conseguiu um táxi primeiro disse:
– Você vai pra onde?
– Pra Rua Nebraska, aqui no Brooklin. E você?
– Fica no meu caminho, estou indo para Moema.

Eu me propus a pagar a corrida com cartão de débito até o meu destino, mas que cristão consegue um táxi em uma sexta-feira de dezembro mega chuvosa, em São Paulo, que aceite cartão? Nada de aparecer essa opção nos aplicativos. Nesse meio tempo, um táxi entrou na garagem da concessionária que estávamos trazendo um passageiro e perguntei se ele aceitava cartão. Ele só aceitava dinheiro. A menina que estava indo para Moema falou:
– Vem comigo, eu estou com dinheiro e te deixo na Nebraska!
Entrei no carro envergonhada por estar sem dinheiro, mas muito contente com a solidariedade dela. Enquanto isso, as ruas começaram a virar verdadeiros rios!

O trajeto que fizemos duraria normalmente uns 5 minutos. Levou 1 hora. Esse foi um dia que a chuva sacrificou a cidade. O trânsito e o congestionamento devem ter atingido números históricos. Durante o trajeto, contamos histórias, demos risadas, o taxista também. Disse ele que, se soubesse que a corrida seria tão engarrafada, não teria pegado a gente na concessionária. Eu disse:
– Moço, o senhor fez a sua boa ação tirando Priscila da chuva e Priscila fez a dela comigo – é a sexta-feira da solidariedade! : )
E todos rimos.

Já quase chegando no meu destino, eu disse:
– Priscila, serei eternamente grata a você, super obrigada, nem sei como te agradecer!
O taxista disse:
– Eu acho que você tem que pegar o telefone dela e pagar um almoço de agradecimento! : ) : )
Respondi:
– Sabe que o senhor tem razão???

Trocamos cartões e fomos embora cada uma para o seu lado, com a promessa de nos revermos, mas muito mais: com a certeza de que existe, sim, muito amor em SP! <3

Eu acredito em anjos e, nesse dia, um anjo chamado Priscila me proporcionou chegar em casa para poder vir correndo compartilhar essa história que encheu meu coração de alegria com vocês. Viver é essa troca querida, que seja cada vez mais uma troca de gentilezas. Existe muita gente linda nesse mundo!

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