Na Memória

Quem conta: gê
Conta mais: escrevo pela moral da história ou por ansiar algum tipo de alívio.

Nos conhecemos por intermédio de amigos, não houve magia nenhuma, ele era mais um na mesa do almoço. Até que minha prima perguntou se ele queria alguma coisa e ele respondeu:
– Ela.
Era eu. Ali, ele conquistou minha atenção.

Desconheço o motivo que o fez me querer, mas cedi aos seus encantos. Era algo sem compromisso, por “diversão”, então éramos livres. Até eu perceber que estar sem ele me deixava louca e estar com ele também.

Éramos bons amigos, mas surgiu uma crise forte de ciúmes e ele nunca mais foi o mesmo. Nos perdemos naquele instante. Terminamos e chorei por meses. Perdi a vontade de viver.

Um ano sem vê-lo me transformou e ele ressurgiu justamente no meu aniversário. De forma inesperada, pediu para tocarmos no passado e eu abri meu coração. Nessa altura, fiz questão de dizer tudo o que sentia e que nunca tive a oportunidade. Ele também. Contei tudo que sonhei e nos declaramos. Sacrificamos a última chance de aprendermos a amar.

No dia seguinte, voltamos a ser desconhecidos um pro outro.

Hoje, já não dói tanto, mas nunca parou de doer. É como se fosse uma saudade que não passa, eterna. Não sei se teremos um reencontro. Talvez eu o esqueça. Talvez aconteça.

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