A Melhor Mesa – Parte II

Quem conta: julianacasemiro
Conta mais: todos diziam que um dia não era suficiente em Corfu, então fiz a minha parte.

Continuação da história anterior…
No dia seguinte, eu acordei de ressaca e exausta e fui ao porto para pegar a balsa para a Albânia, meu próximo destino. Resumo da ópera: eu não li direito me confundi em uma parte do processo e, por receio, não fui. Fiquei nervosa e voltei para o meu hotel para conseguir usar internet e resolver essa pendência, que demorou algumas horas. Fiz um novo check-in porque, ao menos, dormir eu sabia que precisava. Depois eu resolveria o resto.

Finalmente, consegui falar com uma das pessoas que eu encontraria na Albânia e surgiram duas opções:
– Eu poderia pegar a próxima balsa, em duas horas, e depois um ônibus (“que não tenho certeza se tem essa hora”) para outra cidade encontrá-los;
– Ou eu poderia pegar a primeira balsa do dia seguinte e pegar um ônibus que, com certeza, me levaria para onde estavam.

Na hora, tudo que eu pensava era que um dia não é suficiente em Corfu. Então, era só uma questão de eu fazer isso acontecer.

Aproveitei que tinha já o Nikos no Facebook e mandei uma mensagem falando que fiquei na ilha… e nada. Resolvi então pesquisar tudo que eu poderia fazer lá durante o dia e uma garantia eu tinha: o jantar seria no restaurante da família dele de novo. Tudo que eu pensava era que um jantar lá não é suficiente.

Andei por horas, entrei nas lojinhas, vi o mar, me apaixonei pela doçura das pessoas e voltei para o hotel descansar. Nikos tinha respondido: estava confirmado o reencontro.

Chegando no restaurante, deu um alívio tão grande. Foi como marcar uma viagem meses antes e finalmente chegar para rever os amigos que não via há anos. Jantei aquela maravilha de novo, mais vinho, mais Nikos e Yannis, e fomos para um bar bem local da ilha. Logo chegou a Valeria, irmã do Nikos, com uma amiga. Eu, sinceramente, achei que a gente não se daria tão bem. Errei feio, fui embora quase chorando de saudades dela, foi mais um encontro inesquecível da vida. Aquela mesa de bar foi uma explosão.

Como o dia seguinte começaria cedo, tive que ir embora e dessa vez foi diferente – o Yannis estava de carro e os dois me levaram de carona para o hotel. Erramos uma rua e tivemos que parar na praia e ir andando. Essa caminhada foi o highlight para mim: eles pediram para eu falar português, porque nunca tinham ouvido. Eu falei tudo que eu sentia, segurando o choro. Depois foi a vez deles de falar em grego. Quando traduzimos, descobrimos que falamos quase a mesma coisa – tudo sobre a felicidade daquele encontro. Foi lindo!

Cheguei no hotel, dei um abraço em cada um, virei as costas e desabei. Foi difícil dormir.
Até na Balsa para a Albânia fui chorando baldes, nível “pessoas olhavam preocupadas”.

Óbvio que nenhum deles é temporário, ninguém é.
Eu nunca tive medo da distância e tenho certeza absoluta que a gente se vê de novo pela vida. Entre encontros e desencontros, eu sempre preferi os reencontros.
Afinal de contas, nem dois dias são suficientes em Corfu.

6 replies to “A Melhor Mesa – Parte II

  1. “Óbvio que nenhum deles é temporário, ninguém é. (…) Eu nunca tive medo da distância e tenho certeza absoluta que a gente se vê de novo pela vida. Entre encontros e desencontros, eu sempre preferi os reencontros.”

    Como eu te entendo Ju. muito grata!

  2. É….Ju…
    Acho melhor você voltar a Corfu e dar continuidade a história!! ;)
    Porque essa história aí, tão linda, não tem “fim” e sim, “continua…”
    Grata por compartilhar!! Sua vida, suas viagens, suas lagrimas e sorrisos!

    Talvez você tenha lido ou ouvido falar no livro @mor de Daniel Glattauer…Lembrei dele (esquenta não, mas é porque eu vou associando uma coisa a outra…kkkkkk, coisa de gente que não é normal…sou assim!). Então, quando eu terminei de ler esse livro, a continuação dele ainda não tinha chegado aqui no Brasil, quaaaaaaaase enlouqueci, gente!! Mas, li o livro seguinte “A sétima onda” e valeu a pena toda espera…
    Foi mais ou menos assim com essa sua história “em partes”! ;)

    Beijo grande!!

      1. Esse livro é um doce! Espero que goste!! Dei de presente para algumas amigas e emprestei para outras e acho que é meu dever fazer circular “coisas boas” hehehe. Confesso que cheiro livros (é isso mesmo, abro o livro e enfio a cara dentro dele!) por isso minha resistência pelos e-books!
        Maaas, isso é outra historia! Hehehe
        Beijo!

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