Os Lixeiros

Quem conta: carolinacarvalho
Conta mais: tomei uma chuva de lavar a alma e aquecer o coração.

Quem me conhece bem sabe que tenho Síndrome do Pânico desde muito nova. Mesmo assim, posso dizer que levo isso o mais na boa possível. Mas, óbvio, nada disso impede que eu passe por situações bem inusitadas.

Um dia precisei sair a pé de casa. Logo, começou a ameaçar um temporal. Fiz o que tinha que fazer e, na volta da caminhada, começou a chover muito, com ventos super fortes. Pra chegar na minha casa eu ainda precisava encarar uma quadra de subida, que fiz quase correndo. Detalhe: estava com uma blusa branca, então andava rápido e com as mãos me cobrindo. Já estava encharcada.

Quando terminei a subida, já na esquina da quadra da minha casa, caía chuva de granizo com pedras enormes. Eu tentava caminhar, me proteger e contra o vento ficou tão difícil que travei.

Na esquina estava parado um caminhão de lixo. Os lixeiros, percebendo meu desespero, chamaram para eu entrar no caminhão. Vários carros pararam nas ruas porque realmente estava impossível dirigir. Mesmo assim, eu fiquei com um pouco de medo. Mas, como falei, estava travada. Foi uma sensação diferente de outras situações de Pânico que passei, onde eu fazia o contrário e fugia do lugar que eu me sentia mal.

Entrei no caminhão. Tinha uma meia dúzia de garis encolhidos lá dentro da cabine e ainda me cederam o lugar ao lado do motorista. Ainda com receio, sentei e deixei a porta aberta. Pensei que, qualquer coisa, eu poderia pular! Bobeira minha, pois começou a entrar muita água e molhar ainda mais todo mundo, então fechei a porta. Puxei papo, encolhida ainda por causa da blusa e envergonhada com a situação. Comecei a interagir, perguntar sobre a coleta de lixo, como era o trabalho deles e tal. Foi bom o papo! A chuva continuava muito forte. E eu estava há uns 50 passos de casa.

Então meu celular tocou – era minha irmã perguntando onde eu estava. Quando contei, foi pura risada. Era possível ver o caminhão da janela.

Enfim, a chuva diminuiu, agradeci muito e fui embora. Eles me salvaram naquele dia!
E essa minha história rende muitas risadas entre meus amigos e família até hoje.

*A Nina tem uma página linda e cheia de inspiração, que vale o click aqui!

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